A primeira hora de vida

A primeira hora de vida

A primeira hora de vida, muitas maternidades no Brasil ainda não aderiram ao aleitamento materno iniciado nos primeiros instantes após o parto. A amamentação na primeira hora de vida, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), diminui as chances de adoecimento da criança e menor incidência de câncer de ovário e mama na mãe.

Ao se deparar com dúvidas e complicações, os pais devem procurar um pediatra ou profissional qualificado, presente principalmente nos Bancos de Leite Humano (BLH).

O papel deste profissional é garantir que a amamentação seja feita da forma correta com todo apoio dos familiares para diminuir as chances da descontinuidade do aleitamento. No Brasil apenas 6% das mulheres mantêm o aleitamento até os seis meses. Muitas vezes por falta de conhecimento, seja da importância do leite materno ou do procedimento para a amamentação.

“É importantíssimo que o médico tome a iniciativa de explicar para a gestante as vantagens do aleitamento materno e esclareça os benefícios para a saúde dela, e principalmente do bebê.” aponta o Dr. Corintio Mariani Neto, obstetra e secretário-geral da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Ele alega que algumas mulheres têm vontade de amamentar, mas por desconhecimento ou por má orientação deixam de praticá-la. Isso ocorre frequentemente entre adolescentes, por causa do forte apelo com a estética e o medo de ficar com as mamas caídas, o que não é consequência da amamentação.

Além de todo o aparato médico, as mães têm à sua disposição manuais de orientação no site do Ministério da Saúde, da OMS e pode tirar dúvidas no Canal Saúde da Mulher, no site da SOGESP (http://www.sogesp.com.br/canal-saude-mulher).

 

Fonte: Dr. Corintio Mariani Neto, obstetra e secretário-geral da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).