Pesquisa visa monitorar comportamento e saúde de gestantes

Pesquisa visa monitorar comportamento e saúde de gestantes

Pesquisa visa monitorar comportamento e saúde de gestantes, segundo estudos recentes apontam que cerca de 39% das gestantes no Brasil comparecem a menos de sete consultas pré-natais (fonte IBGE 2010) e a distribuição é muito desigual, na região Sudeste esse índice é de 26,8% enquanto no Norte ele chega a 63%. A dificuldade ao acesso e acompanhamento por um profissional de saúde e a falta de conhecimento das gestantes podem acarretar riscos para mães e bebês e ainda ser um dos fatores relacionados ao aumento das taxas de baixo peso ao nascer.

De acordo com a pesquisadora e médica pediatra Dra. Ana Escobar “pesquisas indicam que recém-nascidos com peso de nascimento menor do que 2,5 kg e pequenos para sua idade gestacional têm uma chance maior de desenvolver síndrome metabólica (obesidade, diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares) quando adultos”.

Ao observar um aumento substancial no número de pessoas que utilizam e se apropriam de mídias e redes sociais como fonte de informação, a pediatra Dra. Ana Escobar lança um novo projeto de pesquisa: “Boas Vindas Bebê: O uso de uma rede social como um instrumento de Promoção à Saúde”.

Além de contar com uma sólida base científica, a pesquisa irá acompanhar 250 a 400 gestantes, com idade entre 18 e 35 anos, desde o primeiro trimestre de gestação até 30 dias após o parto. A interação com as participantes ocorrerá através de um hotsite interativo que substitui o tradicional modelo de questionário, além do Facebook, que será a principal ferramenta para disseminar informações sobre saúde, nutrição e bem estar. Por se tratar de um ambiente virtual as participantes podem estar em qualquer cidade do país, permitindo derrubar as barreiras demográficas. O projeto conta com o apoio da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e da Danone Early Life Nutrition (divisão para nutrição desde o início da vida do Grupo Danone).

“São três as metas que queremos atingir: promover a saúde durante a gestação e tentar diminuir as taxas de baixo peso ao nascimento e seus efeitos na fase adulta, tentar diminuir a incidência de depressão pós-parto e demonstrar que uma rede social pode ser uma ferramenta útil para promover a saúde de futuras mamães e seus bebês, independentemente da condição financeira dos envolvidos”, explica a Dra. Ana.

A médica enfatiza que acompanhar e apoiar estas futuras mães no âmbito digital, por uma rede social, não substitui a consulta individual do pré-natal, que é reconhecidamente de suma importância no acompanhamento da gestação.

 

Fonte: Dra. Ana Escobar, professora Livre-Docente da Faculdade de Medicina da USP, pediatra geral. Dra. Carolina Hofmeister de Andrade Mansu, Médica ginecologista e obstetra formada pela USP, Mestre em Obstetrícia pela mesma instituição, ex-assistente do Departamento de Obstetrícia do Hospital das Clinicas da USP.